
O rapper Zudizilla apresentou no dia (17) de dezembro, o lançamento “De Cesar a Cristo“, com participação de Luciane Dom. O lançamento traz versos de uma poesia musicada escrita por Zudzilla, quando foi convidado para ser palestrante do TEDX de Goiânia.
“Fui convidado para ser palestrante do TEDX de Goiânia, e para esse momento eu trouxe uma poesia musicada. Uma das primeira vezes que fiz isso. É um poema que enviei para o Jonathan Ferr, que com seu piano deu toda a atmosfera que eu precisava“, disse o artista.
Logo depois o projeto foi até a França e recebeu o Cello de Raphael Evangelista, também passando por L.A. para ganhar um tapa na edição e um clarinete, nas habilidades do músico Pedro Dom. “Foi quando retornou pra mim, que sampleei o próprio Ferr e escrevi uma segunda parte. Voltou para Jonathan Ferr que refez o piano e depois ficou nas mãoes de Lucas Fê que abrilhantou na batera.“
“Sabe porque que eu tô lançando ele agora? Medo da obsolescência do trabalho“, desabafa Zudizilla
Com a voz única de Luciane Dom, o refrão é de uma canção dela que mexe muito com Zud, quando a ouve. “Para o TEDX eu elaborei uma projeção e fiz um vídeo, quase Live, para a entrega. Tudo OK. Mas nem tanto, afinal: estamos no Brasil.” A Mix e Master foram feitas por Lauro Maia da Escápula Records.
“Assassinato no Carrefour de POA, Jane assassinada também em POA, fora as diversas mortes que acompanhamos a cada 23 minutos”, foram as palavras de Zudizilla, sobre a inspirações de suas conotações.
| “Sabe porque que eu tô lançando ele agora? Medo. Medo da obsolescência do trabalho. Medo de que, enquanto escrevo esse texto, se proliferem mais vídeos de racismo, assassinatos e genocídios da comunidade negra. E que eu não consiga abordar isso em minha obra. Meu manifesto é URGENTE.” | |
“Extraído da participação da TEDX Goiânia, Zudizilla em “De Cesar a Cristo” discorre poeticamente sobre as interferências do racismo nas escolhas e opções de afrodescendentes abandonados a própria sorte, em um país racista que tem como plano piloto o extermínio daqueles mesmos que aterraram as pedras angulares de todas as construções no Brasil.” Confira abaixo ao manifesto:
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