Primeira e única mulher indígena no festival, Kaê Guajajara, fará um espetáculo inédito no The Town

No dia 12 de setembro, às 13h, Kaê Guajajara faz sua estreia no The Town 2025, no Palco Factory, com um show que celebra a prosperidade indígena e a diversidade em todas as suas formas. Primeira e única mulher indígena do festival, Kaê prepara uma apresentação inédita baseada em seu terceiro álbum de estúdio, Forest Club, lançado em 2024, misturando ritmos como funk, french house, amapiano e eletrônica com a música popular originária.

A artista concebeu uma performance que expande os limites de um show musical, transformando o palco em uma festa, com referências como Lady Gaga e FKA Twigs. O espetáculo reúne bailarinos indígenas, trans e negros, corpos historicamente invisibilizados que ocupam o centro do palco como protagonistas. Entre eles estão nomes da cena amazonense, como Alec Vasconcelos (estudante de dança na UFRJ) e Cleia Santos (Balé da Cidade de São Paulo).

“É um show que traz novidades: dessa vez, os bailarinos também cantam. E damos luz ao Vogue juntamente com travestis”, explica Kaê. “Pensei nessa apresentação desde que vi o show de Lady Gaga bem pertinho. Vi que eu tinha liberdade pra fazer o que eu quisesse no palco, foi como me libertar”.

Composto por 18 faixas dançantes, Forest Club celebra a força da ancestralidade e da arte indígena em diálogo com as sonoridades contemporâneas. Um ano após o lançamento, a obra ganha uma nova vida no The Town em uma apresentação única, que promete marcar a história do festival. O álbum traz colaborações com Dino d’Santiago, Gaby Amarantos, Rincon Sapiência, Pablo Bispo, Felipe Cordeiro, Manoel Cordeiro, Joss Dee, DJ Salu, Ruxxel, DJCasDaGrock, Casa de Onijá e DJ Kaim. O trabalho conta com produção de Patrick Dias Couto, co-produção de Nakata e direção executiva do coletivo Azuruhu, formado por artistas indígenas.

Além da música e da dança, o espetáculo traz uma forte dimensão performática. O figurino escolhido pela artista reforça essa mensagem. 

“Escolhi esse figurino como um ato de protesto. Ele escorre pelo meu corpo como se estivesse derretendo, como a floresta que queima e se desfaz diante dos nossos olhos. Cada pedaço do tecido é um lembrete da urgência, um grito silencioso contra a destruição. Não é só moda, é denúncia. É a tradução do que sinto quando vejo a floresta em chamas: a dor que derrete a pele, a memória e a vida que somos.”

Com sua estreia no The Town, Kaê Guajajara reafirma a potência da arte indígena em diálogo com a cena contemporânea global. Entre música, dança e performance, o espetáculo se torna mais do que um show: é um manifesto de resistência, diversidade e celebração da vida, marcando de forma inédita a presença da mulher  indígena em um dos maiores festivais do país.

SOBRE KAÊ GUAJAJARA

Kaê Guajajara é uma cantora, compositora, atriz, autora e ativista. O seu trabalho musical tem como base a inovação e as raízes ancestrais indígenas, matriz da música brasileira com diversas influências culturais que continuam a moldar e redefinir o cenário musical no Brasil e além. Nascida no Maranhão e criada no complexo de favelas da Maré, no Rio de Janeiro, Kaê é engajadora da MPO: Música Popular Originária, e expande a partir de suas composições e musicalidade, a visibilidade dos povos originários no contexto do mundo presente. A artista integrou o line-up do Festival Rock in Rio 2024 com o show inédito “Para Sempre Favela é Terra Indígena”, convidando Totonete, Raphael Vicente e Dance Maré.

Instagram: https://www.instagram.com/kaekaekae/ 

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