Eduardo Taddeo critica extrema direita e quase 2 milhões de votos em candidata antifeminista

O lendário rapper Eduardo Taddeo voltou a se manifestar sobre o cenário político brasileiro e direcionou críticas à extrema direita, questionando a escolha de eleitores que, segundo ele, defendem segurança pública e paz, mas apoiam representantes com posições contrárias a direitos humanos e pautas sociais.

A declaração ocorre após a eleição de Eduarda Campopiano (PL) para a Assembleia Legislativa de São Paulo. Aos 23 anos, Campopiano foi a deputada estadual mais votada do estado em 2026, com 1.956.238 votos. A parlamentar se declara antifeminista e durante a campanha adotou posições contrárias a determinadas pautas feministas, além de questionar a tipificação do feminicídio.

Sem citar Campopiano nominalmente, Taddeo fez referência à votação expressiva recebida por uma representante da direita e questionou a contradição que enxerga entre a defesa da segurança e o apoio a determinadas posições políticas.

“Se a sociedade quer segurança pública, progresso, desenvolvimento, então explica pra mim: por que tornar recordista de voto aquele que tem a mão suja com sangue chancelado pelo boletim de ocorrência duvidoso da morte decorrente de intervenção policial?”, afirmou.

Na sequência, Taddeo citou pautas relacionadas às mulheres e às periferias ao criticar o campo político que, em sua avaliação, representa a extrema direita.

“Quem nega o feminicídio, quem é contra os direitos conquistados pelas feministas, quem é a favor da jornada extenuante, quem é contrário às políticas públicas voltadas pra periferia”, declarou.

Campopiano, que se apresenta publicamente como antifeminista, já afirmou ser contrária a projetos relacionados à criminalização da misoginia e à tipificação específica do feminicídio. Ela também se posiciona contra o aborto e contra determinadas políticas de cotas.

Ao continuar sua crítica, Eduardo Taddeo relacionou essas posições ao debate sobre democracia, direitos humanos e segurança pública.

“É no mínimo contraditório querer a paz e optar pela ditadura, pela erradicação dos direitos humanos e garantias fundamentais. É no mínimo contraditório querer a paz e optar pelo discurso de ódio e pelo genocídio.”

No encerramento, o rapper afirmou que as consequências das escolhas políticas feitas atualmente ainda serão sentidas pela sociedade.

“A conta vai chegar, pode ter certeza”, concluiu Taddeo.

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