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50 mil pessoas celebraram os 10 anos de ‘Castelos & Ruínas’, de BK’, em São Paulo

“Eu não canto rap. Eu canto a vida.”

A frase projetada no telão ao fim do show de BK’, no último sábado (19), resumiu a dimensão de uma noite construída ao longo de dez anos. Diante de 50 mil pessoas no Nubank Parque, em São Paulo, o rapper carioca abriu oficialmente a Castelos & Ruínas 10 Anos Tour, revisitando o álbum lançado em 2016 e percorrendo diferentes capítulos de sua trajetória desde então. O que antes era apenas um sonho, se tornou um dos maiores momentos da carreira do rapper.

A apresentação teve 39 músicas e foi estruturada como um espetáculo dividido entre prólogo, três atos, dois interlúdios e bis. Mais do que uma celebração do aniversário de seu primeiro álbum, a noite transformou a discografia de BK’ em uma narrativa sobre sua caminhada, suas referências e os encontros construídos ao longo da última década.

Realizada pela 30e, em parceria com a 11MM e a Gigantes, e apresentada pelo Itaú Live, a turnê ainda passará por Porto Alegre, Salvador, Belo Horizonte, Curitiba e finaliza na casa do rapper, o Rio de Janeiro.

Registro do show de BK’ no Nubank Parque – Créditos: Victor Carvalho / @bmaisca

A passagem do tempo foi o ponto de partida do espetáculo. Uma contagem projetada no telão avançou de 2016 para 2026, preparando a entrada de BK’, que surgiu no alto de uma escadaria.

Antes dos primeiros versos, um conto etíope apresentado no telão preparou o público para a abertura. Em seguida, vieram as primeiras músicas da noite, incluindo “Titãs”, faixa que ajudou a estabelecer o clima para uma apresentação marcada pela grandiosidade e pela revisitação de diferentes fases da carreira.

Os três principais atos receberam os nomes de “A Luz”, “A Sombra” e “Coroação”. O primeiro bloco mergulhou diretamente em Castelos & Ruínas, enquanto também abriu espaço para encontros com artistas que fazem parte da trajetória de BK’. E logo de início, é importante exaltarmos a energia do público presente e o coral que ecoava a cada clássico cantado pelo artista.

Luccas Carlos foi um dos primeiros convidados a aparecer no palco. Na sequência, vieram L7NNON, Akira Presidente e Sain. Um dos momentos de maior conexão entre diferentes gerações aconteceu quando Marcelo D2 surgiu acompanhado do filho, Sain, para uma versão de “Eu Já Sabia”, música de 2012, que além de D2 e Sain, conta também com Hélio Bentes.

O repertório também recuperou músicas de diferentes momentos da discografia de BK’, incluindo trabalhos posteriores ao álbum de estreia. A apresentação passou por faixas de projetos como ICARUS e Diamantes, Lágrimas e Rostos para Esquecer, ampliando a comemoração para além de Castelos & Ruínas. Mais do que uma celebração a uma década do seu álbum de estreia, a noite serviu como um local de celebração da cultura Hip-Hop, onde a história foi escrita diante de mais de 50 mil pessoas.

Evinha e BK’ – Créditos: Henrique Augusto / @bmaisca

Marina Sena, Evinha, Febem e outros convidados

A lista de participações especiais ajudou a transformar o show em uma grande celebração das conexões construídas por BK’ ao longo dos anos.

Além de Marcelo D2, Djonga, L7NNON, Luccas Carlos, Sain e Akira Presidente, o palco recebeu Evinha, Febem, FYE, 2ZDinizz, Ashira e Marina Sena.

Marina Sena participou de “Se Eu Não Lembrar”, enquanto Evinha apareceu em “Só Quero Ver” e “Cacos de Vidro”, sendo uma das participações mais aclamadas pelo público presente. Já Febem entrou em “Esse É Meu Estilo”, em um dos momentos que movimentaram o público durante a apresentação e trouxe aquela energia que só ele consegue carregar.

Os encontros não ficaram restritos às participações musicais. Cada convidado ajudou a representar uma parte da história artística construída por BK’ desde o lançamento de seu primeiro álbum.

BK’ e Djonga durante celebração dos 10 anos de C&R – Créditos: @bmaisca / Henrique Augusto

Djonga e o momento de coroação

A parte final do espetáculo ganhou uma atmosfera diferente.

No ato chamado “Coroação”, BK’ apareceu diante de um trono enquanto imagens dos Arcos da Lapa, no Rio de Janeiro, eram projetadas no telão. O cenário fazia referência às raízes cariocas do artista e preparava um dos momentos mais marcantes da noite.

Foi então que Djonga entrou no palco para cantar “O Mundo É Nosso”. Trajado com um suéter no estilo COOGI multicolorido, que de certa forma faz referência a estética dos anos 90′ e ao visual eternizado por Notorious B.I.G, o rapper mineiro trouxe a sua energia e imponência para a performance, algo claramente sentido pelos fãs no momento de sua entrada no palco e durante toda a sua performance.

Durante o encontro, BK’ lembrou o apoio recebido do rapper mineiro após a morte de sua mãe, em agosto de 2025, dizendo que Gustavo desmarcou todos os seus compromissos para estar presente neste momento ao seu lado, lhe dando forças. Djonga, por sua vez, falou sobre a importância que Castelos & Ruínas teve em sua própria trajetória e sobre a identificação que encontrou na obra de BK’ e deixou claro que NÃO EXISTE RIVALIDADE, mas sim, dois irmãos que são fod*s no que fazem e sabem que a união é necessária, analisando que ela é um dos principais conceitos da cultura.

A conversa entre os dois também chamou atenção para a dimensão alcançada pelo espetáculo em São Paulo. Com 50 mil pessoas presentes, a apresentação colocou BK’ entre os grandes públicos já registrados no espaço e marcou a realização de um show solo de um rapper brasileiro naquele palco.

Créditos: @bmaisca / Henrique Augusto

“Universo” e o encerramento com todos no palco

Na reta final, BK’ deixou o palco principal e se aproximou do público durante “Universo”. Milhares de celulares acesos transformaram as arquibancadas em um grande mosaico de luzes.

Em seguida, o rapper agradeceu ao público e aos artistas que fizeram parte daquela noite.

O encerramento veio no bis, com “O Próximo Nascer do Sol”, reunindo novamente os convidados no palco.

Assim, a primeira apresentação da turnê terminou retomando uma das ideias centrais do espetáculo: olhar para dez anos de trajetória sem tratar o passado como ponto final.

50 mil pessoas assistem BK’ na estreia da turnê em SP – Créditos: @bmaisca / Victor Carvalho

A turnê de Castelos e Ruínas 10 anos continua…

Depois da abertura em São Paulo, a Castelos & Ruínas 10 Anos Tour continua pelo Brasil.

A próxima parada será em Porto Alegre, no dia 24 de outubro, na KTO Arena. Depois, BK’ segue para Salvador, em 19 de novembro, na Arena A TARDE; Belo Horizonte, em 28 de novembro, na Arena Hall; e Curitiba, em 19 de dezembro, no Igloo Super Hall.

O encerramento está marcado para 16 de janeiro de 2027, no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, cidade onde BK’ nasceu e desenvolveu sua identidade artística. A apresentação no estádio também representa outro momento importante da turnê, já que será o primeiro show solo de um rapper brasileiro no Maracanã.

As datas e informações oficiais da turnê estão disponíveis pela Eventim.

BK' CASTELOS E RUINAS

Lançado em 2016, Castelos & Ruínas marcou uma etapa decisiva na trajetória de BK’ e ajudou a projetar o rapper carioca nacionalmente.

Dez anos depois, o álbum voltou ao centro da narrativa, mas agora acompanhado por tudo aquilo que aconteceu desde seu lançamento. São novos discos, colaborações, palcos maiores, diferentes gerações de artistas e um público que cresceu junto com sua obra.

Em São Paulo, essa história ganhou uma dimensão de estádio.

Foram 50 mil pessoas, 39 músicas e uma noite inteira dedicada a revisitar o caminho percorrido desde 2016.

E, para BK’, a história ainda está longe de terminar.

Créditos: @bmaisca / Victor Carvalho

Mateus Araújo

CEO do Portal Rap Dab, uma mídia focada na cultura Hip Hop e cultura de rua. Respeito é a base de tudo!

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