
O Spotify anunciou nesta semana um pacote de medidas para enfrentar o uso indevido da Inteligência Artificial (IA) na plataforma. A iniciativa busca proteger artistas, combater fraudes e impedir a proliferação de músicas de baixa qualidade, um problema que cresceu com a popularização de ferramentas de IA generativa.
De acordo com a empresa, mais de 75 milhões de faixas consideradas “spam” foram removidas em 2024. Agora, o serviço de streaming implementará um novo filtro para identificar uploads em massa, duplicações e práticas fraudulentas que distorcem a distribuição de royalties e prejudicam os músicos legítimos.
Outro ponto central é o combate a falsificações de identidade, como o uso de deepfakes de voz sem autorização. O Spotify informou que passará a retirar conteúdos que utilizem vozes de artistas de forma não autorizada e acelerará a análise de denúncias sobre músicas publicadas em perfis incorretos.
Além disso, a empresa apoiará a criação de um padrão de transparência para uso de IA, em parceria com o Digital Data Exchange (DDEX). A ideia é que produtores e distribuidores indiquem nos créditos quando a tecnologia foi utilizada na criação de uma faixa — seja em vocais, instrumentos ou edição.
Apesar das restrições, o Spotify ressaltou que não pretende limitar o uso criativo da IA na música, desde que de forma responsável e transparente. O objetivo, segundo a plataforma, é garantir que os royalties cheguem aos artistas legítimos e preservar a integridade do ecossistema musical.
As informações são do site The Hollywood Repórter.





