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Chefin estreia no futebol profissional e equilibra rotina musical com carreira de atleta

Chefin decidiu levar a paixão pelo futebol para além das partidas entre amigos e passou a integrar o elenco profissional do Arouca Barra Clube/Rio de Janeiro. Aos 22 anos, o rapper foi registrado para disputar a Série B2 do Campeonato Carioca, equivalente à quarta divisão estadual, e iniciou uma nova etapa sem abandonar a carreira musical.

Conhecido nacionalmente por suas músicas e pela agenda de apresentações, Natanael Cauã Almeida de Souza, nome de batismo do artista, decidiu realizar um sonho antigo mesmo depois de conquistar reconhecimento e uma condição financeira confortável com a música. Segundo as reportagens publicadas pelo ge, Chefin não recebe salário para defender o clube e encara a experiência como uma oportunidade de realizar um objetivo que mantém desde a infância.

Em entrevista ao ge, publicada em 8 de outubro, o rapper explicou que o sucesso financeiro não encerrou suas ambições pessoais. Para ele, a possibilidade de jogar profissionalmente continua sendo um objetivo independente da carreira musical.

“Meus sonhos não acabam na música. Meu sonho é todo dia. Meu sonho de ser jogador não era só quando eu era criança, está em mim até hoje”, declarou o artista.

Das tentativas na infância à oportunidade profissional

O interesse pelo futebol acompanha Chefin desde criança. Criado em Bangu, na região da Vila Kennedy, no Rio de Janeiro, ele contou que sua avó costumava levá-lo para jogar bola. Ainda jovem, tentou ingressar em equipes profissionais, mas não conseguiu avançar nas avaliações.

Aos 12 anos, passou por testes no Vasco e no Bangu, sem conquistar uma vaga. Com o crescimento de sua trajetória musical, o futebol acabou ficando em segundo plano, embora a vontade de jogar permanecesse.

A carreira musical ganhou projeção nacional com faixas como “212”, que ultrapassou 200 milhões de reproduções no Spotify, segundo os números citados pelo ge. Com o avanço dos lançamentos e dos shows, Chefin consolidou seu nome no rap brasileiro e passou a cumprir uma agenda de compromissos em diferentes lugares.

A oportunidade no futebol surgiu por meio de amizades e partidas disputadas fora do ambiente profissional. Chefin conheceu Philippe Coutinho e passou a participar de jogos informais com o jogador. Nesse círculo, conheceu Souza, ex-volante com passagem por clubes como Vasco e Fenerbahçe, que assumiu o comando técnico do Arouca Barra Clube/Rio de Janeiro.

Depois de observar o desempenho do rapper em campo, surgiu a possibilidade de integrar o elenco. Chefin enviou vídeos de suas jogadas em partidas amadoras e participou de um teste para a equipe.

“Entreguei o material para ele, ele me chamou para fazer teste e deu certo”, relatou ao ge.

O registro do jogador foi publicado no Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em 24 de setembro, permitindo sua participação na competição estadual.

Chefin atua como ponta esquerda e passou a treinar com o elenco para disputar a Série B2 do Campeonato Carioca. A estreia marcou sua entrada oficial no futebol profissional, depois de anos dedicados principalmente à música.

Chefin mantém os shows e acorda cedo para treinar

A nova rotina exige organização para conciliar os treinamentos com os compromissos musicais. Segundo o relato publicado pelo ge, o rapper já vinha treinando havia cerca de sete meses em uma academia de performance na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, antes de ingressar no clube.

Com a chegada à equipe, passou a frequentar os treinos realizados pela manhã em um campo na Penha, na Zona Norte carioca. O artista relatou que costuma acordar por volta das 6h e que o deslocamento até o local pode levar aproximadamente uma hora e meia.

A agenda musical continua ativa, com apresentações geralmente às sextas-feiras, aos sábados e aos domingos. Como as partidas do campeonato costumam acontecer durante a semana, Chefin organiza os compromissos para conseguir permanecer nas duas atividades.

De acordo com os números apresentados pelo ge em outubro, o rapper acumula mais de 12 milhões de seguidores nas redes sociais e quase 7 milhões de ouvintes mensais no Spotify. Ele integra a Mainstreet Records, gravadora ligada ao rapper Orochi, e se apresentou no Palco Sunset do Rock in Rio em 2024.

No futebol, o rapper quer ser tratado como Natanael

Além da oportunidade de jogar, Chefin destacou a diferença entre a experiência no futebol e a exposição que enfrenta como artista. Durante os treinamentos, ele afirma que consegue participar do ambiente esportivo sem que sua fama na música seja o principal elemento de sua presença.

“Ali, na verdade, eu sinto que não é o Chefin, é o Natanael. Me sinto uma pessoa normal”, afirmou.

O rapper explicou que precisou conquistar sua vaga por meio do teste e que pretende contribuir com o grupo dentro de campo, independentemente do reconhecimento que possui fora dele.

“Eu não estou só pelo que eu sou, não entrei no clube só pelo que eu sou, entendeu? Eu entrei porque me chamaram, eu passei. E estou lá para somar, para ajudar”.

Chefin também afirmou que pretende continuar jogando e não considera a experiência apenas uma passagem ocasional pelo futebol. A intenção é manter a participação no esporte enquanto administra os compromissos da carreira musical.

Mateus Araújo

Criador do Portal Rap Dab, uma mídia focada na cultura Hip Hop e na cultura de rua. Respeito é a base de tudo!

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